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Tecnologias

Morpheus8: como funciona o microagulhamento com radiofrequência

Imagem ilustrativa: paciente de cabelo ruivo deitada em maca clara, com a ponteira de microagulhamento com radiofrequência perto da bochecha
Resposta rápida

O Morpheus8 funciona com microagulhas que entram na pele e liberam radiofrequência na profundidade escolhida; as microlesões e o calor estimulam a derme a produzir e reorganizar colágeno, de forma gradual. Ele atua na textura e na firmeza da pele, não substitui a cirurgia quando há excesso de pele e só é indicado após avaliação individual.

Às vezes o incômodo não cabe num ponto que dá para apontar no espelho. É a pele como um todo: poros mais abertos, textura irregular, marcas antigas de acne, linhas finas que se acumulam e uma firmeza que já não é a mesma. Quem começa a pesquisar sobre isso logo encontra o Morpheus8, e junto com o nome chegam expectativas de todo tipo, nem todas realistas.

O texto a seguir parte da anatomia da pele para explicar o que a tecnologia faz, o que ela não alcança e o que a avaliação observa antes de qualquer indicação. A intenção é que você chegue à consulta sabendo o que perguntar, e não com uma decisão pronta.

A pele em camadas: onde o Morpheus8 atua

Para entender o que o Morpheus8 pode e não pode fazer, ajuda imaginar o rosto como uma sobreposição de camadas. De fora para dentro, há a pele propriamente dita, formada por epiderme e derme, depois o tecido gorduroso logo abaixo dela e, mais fundo, uma camada fibrosa e muscular, os ligamentos que prendem os tecidos ao osso e o próprio esqueleto. Cada camada envelhece de um jeito, e cada recurso de tratamento alcança só algumas delas.

Epiderme: a superfície

A epiderme é a camada mais externa, fina e em renovação constante. É nela que ficam os melanócitos, as células que produzem a melanina, o pigmento da pele, e por isso as manchas e o melasma têm relação direta com o que acontece nessa superfície. No Morpheus8, as microagulhas atravessam a epiderme por um instante e liberam a maior parte da energia abaixo dela, o que poupa parte da superfície, mas não a deixa imune ao calor, um detalhe que pesa em quem tem tendência a manchas.

Derme: a sustentação da pele

Logo abaixo está a derme, mais espessa, onde ficam as fibras de colágeno e de elastina, os vasos, as glândulas e a raiz dos pelos. O colágeno dá resistência e firmeza; a elastina permite que a pele se estique e volte. Com o tempo, com o sol e conforme a genética, essas fibras diminuem e se desorganizam, e a pele fica mais fina, com textura irregular e menos capacidade de retração. As cicatrizes de acne também são, em grande parte, alterações da derme: pontos em que o tecido cicatricial repuxou a superfície para baixo.

É na derme que o Morpheus8 concentra o seu trabalho. As glândulas e as raízes dos pelos que ficam ali também participam da cicatrização, porque dão origem às células que refazem a superfície, e isso explica por que áreas com menos dessas estruturas, como o pescoço, costumam pedir parâmetros mais cautelosos.

Abaixo da pele: gordura, músculos e ligamentos

Sob a derme há uma camada de gordura atravessada por traves fibrosas que ligam a pele às estruturas mais profundas. Dependendo da região e da profundidade escolhida, a energia do Morpheus8 pode alcançar a transição entre a derme e essa gordura. Mais abaixo ficam a camada musculoaponeurótica superficial, conhecida pela sigla SMAS, os músculos da expressão e os ligamentos de sustentação, e é a descida desse conjunto que forma boa parte do peso junto à mandíbula e no pescoço.

Essas estruturas profundas estão fora do alcance de qualquer tratamento feito pela superfície da pele. Quando é ali que está a queixa principal, o raciocínio muda de camada e passa a envolver outros recursos, como a radiofrequência aplicada sob a pele ou a cirurgia. A página de tecnologias para a pele e o contorno facial mostra como cada recurso se encaixa numa dessas camadas.

Como funciona o Morpheus8: microagulhas e radiofrequência juntas

O Morpheus8 é uma tecnologia de microagulhamento com radiofrequência. O aplicador tem uma ponteira com várias microagulhas muito finas, que entram na pele por um instante, liberam energia na profundidade programada e se retiram. São dois estímulos somados, e cada um tem um papel.

As microagulhas abrem canais controlados

Cada microagulha abre um canal minúsculo na pele. Esses canais são planejados: pequenos, distribuídos em intervalos regulares e com pele intacta entre eles. A pele preservada ao redor de cada ponto funciona como reserva para o reparo, e esse é o princípio do tratamento chamado fracionado, em que só uma fração da área é atingida de cada vez.

A radiofrequência aquece por dentro

A radiofrequência é uma forma de energia elétrica que se transforma em calor ao atravessar os tecidos. No Morpheus8, esse calor é gerado a partir da extremidade das agulhas, dentro da pele, e forma pequenas zonas aquecidas em torno de cada ponto, na profundidade escolhida. A superfície recebe menos energia do que a derme, o que diferencia essa tecnologia dos lasers e aparelhos que aquecem a pele de fora para dentro.

O calor provoca duas reações. De imediato, as fibras de colágeno já existentes se contraem, como acontece com qualquer proteína aquecida. Ao mesmo tempo, as pequenas zonas de tecido aquecido são reconhecidas pelo organismo como uma lesão a reparar, o que reforça o estímulo que as agulhas já tinham iniciado.

A resposta de reparo e o colágeno novo

O reparo segue as fases conhecidas da cicatrização. Primeiro vem uma inflamação passageira, responsável pela vermelhidão e pelo inchaço dos primeiros dias; depois, células da derme chamadas fibroblastos passam a produzir colágeno e outras fibras; por fim, esse material novo é reorganizado, num processo chamado remodelação. Essa última etapa é lenta e acontece ao longo de semanas e meses.

Por isso, o que se vê no espelho logo depois da sessão não é a resposta do tratamento, e sim a inflamação. A superfície costuma se recompor em alguns dias, enquanto a derme continua trabalhando por muito mais tempo. A intensidade dessa resposta varia conforme a idade, a qualidade da pele, a exposição ao sol, o tabagismo e a genética, e não há como prever com exatidão como cada organismo vai reagir.

Profundidade e parâmetros: um ajuste para cada área

O Morpheus8 não é aplicado da mesma forma no rosto inteiro. A profundidade das agulhas, a energia liberada, a quantidade de passadas e a sobreposição entre elas são escolhidas para cada região, conforme a espessura da pele, o que está por baixo dela e a camada onde está a queixa. Marcas de acne profundas, por exemplo, pedem um raciocínio diferente do usado para poros e textura superficial.

A anatomia pesa bastante nessa escolha. Na testa e na linha da mandíbula, a pele fica próxima do osso; na bochecha, há mais espessura e gordura; perto dos olhos, a pele é muito fina; no pescoço, além de fina, ela tem menos estruturas de reparo. Uma profundidade adequada para a bochecha pode ser excessiva para uma região a poucos centímetros dali.

Mais energia não significa mais efeito. Acima de certo ponto, o calor deixa de estimular e passa a lesar, com risco de queimadura, manchas e alterações de cicatrização, principalmente em peles com tendência a pigmentar. Os parâmetros são definidos no planejamento e podem ser revistos de uma sessão para outra, conforme a pele respondeu à anterior.

O que a avaliação observa antes de indicar o Morpheus8

A indicação não começa pelo aparelho, e sim pela pele e pela queixa. Na avaliação com a Dra. Rafaela Marques, cirurgiã plástica em Ribeirão Preto, a conversa passa pelo que incomoda, desde quando, o que já foi feito na área e o que você espera mudar. Depois vem o exame, com luz adequada e toque, em repouso e em movimento, atento a estes pontos:

  • Qualidade da pele: espessura, oleosidade, poros, textura, linhas finas e o tipo de cicatriz de acne, se houver, porque marcas diferentes respondem de maneiras diferentes.
  • Flacidez: quanto dela está na própria pele e quanto vem da descida das estruturas profundas, distinção que define se a tecnologia tem papel ou não.
  • Fototipo: a classificação da pele pela forma como reage ao sol, se queima ou se bronzeia com facilidade; fototipos mais altos têm mais tendência a manchar depois de estímulos com calor.
  • Tendência a manchas e melasma: manchas que ficaram depois de espinhas, depilação, sol ou outros procedimentos mostram como a pele lida com a inflamação.
  • Cicatrização: queloide, cicatrizes que ficaram altas ou escuras e a resposta a procedimentos anteriores.
  • Saúde e medicamentos: gestação ou amamentação, marcapasso ou outro dispositivo eletrônico implantado, anticoagulantes, remédios que sensibilizam a pele à luz e doenças de pele em atividade.

A flacidez merece uma explicação à parte, porque é onde mais aparecem expectativas desencontradas. Pele fina, flácida e com uma trama de linhas finas na superfície é um problema da própria pele e pode entrar na conversa sobre o Morpheus8. Já a descida da bochecha, o peso junto à mandíbula e a papada com sobra de pele são problemas de sustentação, que a tecnologia não reposiciona.

Nenhum dos pontos da lista, sozinho, descarta o tratamento. Em alguns casos, a conduta é adiar, preparar a pele, ajustar os parâmetros ou escolher outro recurso; em outros, a avaliação conclui que a tecnologia não é indicada. Procedimentos feitos há pouco tempo na mesma área, como preenchimentos, peelings ou lasers, também precisam ser contados, porque interferem no intervalo e no plano.

Para quem mora em outra cidade, uma teleconsulta pode servir como primeira conversa, para entender a queixa e os recursos disponíveis. O exame da pele, que define a indicação e os parâmetros, é feito em consulta presencial em Ribeirão Preto.

Quando o Morpheus8 faz sentido e quando a queixa pede outro caminho

De forma geral, o Morpheus8 entra na conversa quando o componente principal da queixa está na própria pele: textura, poros, marcas de acne, linhas finas e perda leve de firmeza. Isso não transforma essas queixas em indicação automática. A indicação depende de avaliação individual, e queixas parecidas podem levar a condutas diferentes, porque duas peles com o mesmo aspecto podem ter fototipo, espessura e histórico bem distintos.

Na rotina de cirurgia plástica em Ribeirão Preto, é comum a pessoa chegar pedindo uma tecnologia pelo nome e descobrir, no exame, que a queixa principal está em outra camada. Quem procura um cirurgião plástico em Ribeirão Preto para cuidar da pele do rosto encontra na consulta justamente essa leitura mais ampla, que olha pele, gordura, sustentação e expressão ao mesmo tempo. O artigo sobre como a avaliação define o procedimento na cirurgia plástica da face mostra esse raciocínio queixa por queixa.

Quando a queixa pede cirurgia

Quando sobra pele na mandíbula ou no pescoço, quando a bochecha desceu ou quando há bandas musculares marcadas no pescoço, a queixa sai do alcance da tecnologia, e o caminho discutido costuma ser cirúrgico, como o Deep Plane Facelift e o Neck Lift. O texto sobre o que muda no Deep Plane Facelift em relação ao lifting tradicional explica o plano em que essa cirurgia trabalha e por que a escolha da técnica é individual.

O mesmo raciocínio vale para as pálpebras. Excesso de pele na pálpebra superior e bolsas de gordura na inferior são questões de estrutura, avaliadas no contexto da blefaroplastia, e a tecnologia, nesses casos, não responde ao que incomoda.

Quando a queixa está no músculo ou no volume

Linhas que aparecem ao franzir a testa ou ao sorrir, marcadas pela contração dos músculos da expressão, dependem de outro mecanismo. A toxina botulínica age no músculo, algo que o Morpheus8 não faz, e o artigo sobre como funciona a toxina botulínica detalha essa diferença de papel.

A perda de volume também pede outra ferramenta. Têmporas mais fundas, maçãs do rosto menos projetadas e uma transição marcada entre a pálpebra e a bochecha costumam ter relação com volume e são discutidas com injetáveis, reunidos na página de procedimentos minimamente invasivos, ou com a lipoenxertia, uma das cirurgias descritas na página de cirurgia plástica da face e do pescoço. A diferença entre os dois grupos de injetáveis mais usados para isso é o tema do texto sobre bioestimulador de colágeno ou ácido hialurônico.

Há ainda situações em que o passo mais sensato é não tratar agora: pele com inflamação ativa, melasma em fase instável, uma gestação em curso ou uma expectativa que a tecnologia não consegue atender. Se quiser entender em qual desses cenários está a sua pele, o caminho é agendar uma avaliação e levar as suas dúvidas para a consulta.

Combinações: Morpheus8 com FaceTite, AccuTite, facelift e injetáveis

Num mesmo rosto, a pele pode ter textura irregular, o contorno pode ter perdido definição e uma linha pode vir da força de um músculo, e cada um desses componentes responde a um recurso diferente. Por isso as combinações são montadas por camada, com a ordem e o intervalo pensados para que a recuperação de uma etapa não atrapalhe a seguinte.

Com FaceTite e AccuTite

O FaceTite e o AccuTite levam a radiofrequência para baixo da pele por uma cânula fina, introduzida por pequenas incisões, e atuam no tecido que forma o contorno, como a papada e a linha da mandíbula. O Morpheus8 atua na derme, na textura e na firmeza da superfície. Quando a avaliação encontra as duas coisas, pele de qualidade irregular sobre um contorno pouco definido, os recursos podem ser associados, e o artigo sobre FaceTite e AccuTite no contorno do rosto e na papada explica esse outro lado.

A associação pode acontecer no mesmo momento ou em etapas, e essa escolha muda o local, a anestesia e a recuperação. Ela depende da extensão das áreas, da presença de uma lipo de papada no plano e da forma como cada pessoa tolera o procedimento.

Com o facelift, em outro momento

O facelift reposiciona as estruturas profundas e retira o excesso de pele, mas não muda a qualidade da pele que fica: textura, poros e marcas continuam as mesmas. Por isso, em alguns planos, o Morpheus8 entra como etapa complementar, depois que a recuperação da cirurgia avançou.

O intervalo não é padronizado. A pele descolada na cirurgia precisa recuperar a circulação e a sensibilidade antes de receber calor, e o momento é definido nos retornos, conforme a evolução. O artigo sobre o pós-operatório do facelift e do neck lift, fase a fase ajuda a entender por que esse tempo é respeitado.

Com injetáveis

Toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno podem fazer parte do mesmo plano, cada um cuidando de um componente: músculo, volume ou estímulo de colágeno em outra camada. O cuidado está na ordem e no intervalo. O calor e o inchaço da sessão podem interferir num produto aplicado há pouco, e um injetável feito logo antes dificulta ler a resposta da pele, por isso o calendário entre eles é combinado na consulta.

Preparo: o que costuma ser revisto antes da sessão

O preparo começa antes do dia marcado. Costuma ser orientado evitar sol na área, suspender por um período ácidos, retinoides e outros produtos que irritam a pele e avisar a equipe sobre feridas, espinhas inflamadas ou irritação no local. Alguns pontos do histórico pedem uma conversa específica, e a conduta em cada um deles é orientação dada na avaliação:

  • Herpes labial de repetição: o estímulo na pele ao redor da boca pode reativar o vírus, e a forma de se preparar é definida antes da sessão.
  • Remédios para acne por via oral: os derivados da vitamina A podem interferir na cicatrização, e o intervalo entre o fim do uso e o tratamento é individual.
  • Melasma: calor e inflamação podem piorar as manchas, e a avaliação decide se vale preparar a pele antes, ajustar a energia, escolher outro recurso ou não tratar.
  • Fototipo alto: peles morenas e negras têm mais tendência a escurecer depois de um estímulo inflamatório, o que pesa nos parâmetros, no preparo e nos cuidados com o sol.
  • Anticoagulantes e outros medicamentos de uso contínuo: nunca são suspensos por conta própria, e qualquer ajuste é discutido com quem os prescreveu.

Vale também chegar com a pele sem bronzeado recente e sem procedimentos agressivos na área nas semanas anteriores. Essas orientações têm motivo: manchas e alterações de cicatrização são mais prováveis quando a pele chega à sessão inflamada ou sensibilizada.

Como é a sessão: local, anestesia e número de sessões

Onde o Morpheus8 é feito e com qual anestesia são decisões que dependem da área e do plano. Na técnica em geral, áreas menores costumam ser tratadas com creme anestésico aplicado algum tempo antes, às vezes complementado por anestesia local, enquanto áreas extensas, a associação com outros procedimentos ou uma sensibilidade maior podem levar a sessão para o centro cirúrgico, com sedação. O local e a forma de anestesia do seu caso são explicados pela Dra. Rafaela Marques antes, junto com o restante do plano.

A sensação mais descrita é de calor e picadas rápidas, mais intensas sobre o osso, como na testa e na mandíbula, do que nas áreas de mais gordura. A pele é limpa, o aplicador percorre a região em passadas organizadas e, ao final, a área recebe os cuidados iniciais. Pequenos pontos de sangramento e uma pele quente e avermelhada são esperados logo depois.

O número de sessões e o intervalo entre elas não seguem uma tabela. Eles dependem da queixa, da área, dos parâmetros usados e de como a sua pele respondeu à sessão anterior, e são revistos nos retornos. Para quem avalia fazer o Morpheus8 em Ribeirão Preto, vale saber que um pacote fechado antes do exame não faz sentido, porque a resposta da pele só se conhece ao longo do caminho.

Recuperação, cuidados com o sol e sinais de alerta

Nas primeiras horas, a pele fica vermelha, quente e sensível, com uma sensação parecida com a de uma exposição forte ao sol. O inchaço costuma aparecer no mesmo dia ou no seguinte e, quando a área tratada inclui a região dos olhos, é ali que ele fica mais visível, sobretudo ao acordar. A intensidade depende da área e da energia usada.

Nos dias seguintes, os pontos de entrada das agulhas podem ficar visíveis como pequenas marcas organizadas em grade, e a superfície fica áspera ao toque, com descamação fina ou pequenas crostas. É a fase em que a pele se renova por fora, e as marcas vão clareando à medida que ela se recompõe. A volta ao trabalho, aos exercícios e à maquiagem é orientada caso a caso.

A higiene deve ser suave, com os produtos indicados, sem esfregar e sem arrancar as crostas, e o hidratante recomendado ajuda no conforto. Calor intenso, como sauna e exercício vigoroso, costuma ficar para depois, e outros procedimentos na mesma área esperam a liberação da equipe.

O sol merece atenção à parte. Enquanto a pele ainda está inflamada, os melanócitos respondem com mais facilidade, e uma exposição que antes não deixaria marca pode causar manchas, sobretudo em fototipos mais altos e em quem tem melasma. Protetor solar de amplo espectro todos os dias, reaplicado ao longo do dia, junto com chapéu e sombra, faz parte do tratamento pelo período orientado.

Como todo procedimento médico, o Morpheus8 tem riscos. Vermelhidão e inchaço são os efeitos mais comuns; com menos frequência, podem ocorrer manchas escuras ou claras, queimaduras, marcas da ponteira que demoram a sumir, infecção, reativação de herpes e alterações de cicatrização. A avaliação, a escolha dos parâmetros e os cuidados depois reduzem esses riscos, sem torná-los nulos, e todos são explicados antes do tratamento.

Dor que aumenta em vez de diminuir, bolhas, secreção, febre, vermelhidão que se espalha ou manchas que surgem e crescem são sinais para procurar a equipe ou o pronto atendimento, sem esperar o retorno marcado. Na dúvida, é mais seguro perguntar.

O que levar para a consulta

Chegar com as informações certas deixa a consulta mais objetiva. Algumas perguntas ajudam a transformar a curiosidade sobre a tecnologia numa conversa sobre a sua pele:

  • A queixa está na pele ou em outra camada do rosto?
  • O fototipo e o histórico de manchas pedem algum preparo antes?
  • Que profundidade e que energia fariam sentido em cada área, e por quê?
  • O que a tecnologia não vai alcançar neste caso?
  • Faz sentido associar outro recurso, e em que ordem?
  • Como seria a recuperação, considerando a rotina de trabalho e de exposição ao sol?

Vale anotar também os medicamentos em uso, os tratamentos já feitos na área, com as datas aproximadas, e qualquer episódio de herpes, queloide ou mancha depois de procedimentos. Essas informações costumam pesar tanto quanto o próprio exame.

Nenhum texto substitui o exame da pele. Só a avaliação individual consegue dizer se o Morpheus8 faz sentido para você, se outro recurso é mais adequado ou se o passo mais sensato, por ora, é não fazer nada. É nessa conversa com a Dra. Rafaela Marques, feita com calma e com espaço para as suas perguntas, que o plano começa.

Perguntas frequentes

Costuma haver desconforto, e há formas de reduzi-lo. As pessoas descrevem calor e picadas rápidas, que incomodam mais onde a pele fica sobre o osso. A escolha entre creme anestésico, anestesia local ou sedação depende da área tratada, da associação com outros procedimentos e da sensibilidade de cada um, e é combinada antes da sessão. Depois, a região fica sensível por alguns dias.

Não existe um número que valha para todo mundo. A quantidade de sessões e o intervalo entre elas dependem da área, da queixa, da espessura da pele e de como ela responde a cada aplicação. O plano inicial sai da avaliação e é ajustado nos retornos, conforme a evolução. Fechar uma quantidade antes de examinar a pele seria, portanto, apenas um palpite.

Pode ser avaliada, com cuidado redobrado. Fototipos mais altos reagem ao calor e à inflamação produzindo pigmento com mais facilidade, então a energia, a profundidade, o preparo da pele e a proteção solar depois são planejados com atenção especial. O histórico de manchas depois de espinhas ou de outros procedimentos ajuda a prever essa tendência. Em alguns casos, a avaliação conclui que outro recurso é mais adequado.

Depende do quadro, e o melasma precisa ser contado na consulta. Por ser sensível a calor, luz e inflamação, ele pode piorar depois de estímulos na pele. Conforme a fase e a extensão das manchas, a conduta pode ser adiar, preparar a pele antes, usar parâmetros mais conservadores ou escolher outro caminho. Em qualquer cenário, a fotoproteção rigorosa faz parte do plano.

A resposta é gradual e aparece ao longo de semanas e meses. Nos primeiros dias, o que se nota é a vermelhidão e o inchaço da recuperação, que não representam o efeito do tratamento. A produção e a reorganização do colágeno seguem o ritmo de cada organismo, influenciado por idade, sol, tabagismo e qualidade da pele. Os retornos acompanham essa evolução e orientam os próximos passos.

Não. A tecnologia age na qualidade da pele e não retira excesso de pele nem reposiciona os tecidos profundos do rosto e do pescoço. Quando a flacidez vem dessas estruturas, a avaliação costuma discutir a cirurgia. O Morpheus8 pode entrar como complemento, em outro momento, para cuidar de textura e firmeza depois que a recuperação cirúrgica permitir, se o planejamento indicar.

Pode ser possível, mas a ordem e o intervalo precisam ser planejados. A energia aplicada e a inflamação que vem depois podem afetar um produto recém-aplicado, e um injetável recente também confunde a leitura de como a pele respondeu. Por isso, é importante informar na consulta o que foi feito, em que região e quando. Com esses dados, o calendário entre os tratamentos é combinado caso a caso.

Em alguns casos, sim, quando a avaliação encontra alterações na pele e no contorno ao mesmo tempo. O Morpheus8 trabalha a derme, enquanto o FaceTite leva a radiofrequência para baixo da pele, por pequenas incisões. Os dois podem ser feitos no mesmo dia ou em etapas separadas, e essa decisão muda o local, a anestesia e os cuidados depois. A combinação só entra quando cada recurso tem um papel claro.

Pode ser avaliado, e esse histórico precisa ser contado antes. O estímulo na pele, principalmente ao redor da boca, pode reativar o vírus em quem tem crises de repetição. A forma de se preparar é orientada na avaliação, e uma lesão ativa no local leva a adiar a sessão. Se aparecerem bolhas agrupadas ou ardência nos dias seguintes, a equipe deve ser avisada logo.

Sim, como primeiro contato. Na teleconsulta, é possível contar a queixa e o histórico, entender como a tecnologia funciona e tirar dúvidas sobre preparo e recuperação. A indicação, porém, depende de examinar a pele pessoalmente, com a luz e o toque adequados, para avaliar textura, espessura, fototipo e manchas. É esse exame que diz se o Morpheus8 faz sentido e com quais parâmetros.

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Retrato da Dra. Rafaela Marques no consultório
Escrito e revisado por

Dra. Rafaela Marques

Cirurgiã plástica com atuação em cirurgia da face

  • CRM-SP 176527
  • RQE 104011 · Cirurgia Plástica
  • Membro Especialista da SBCP

Formada em Medicina pela FMRP-USP, com residência em Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da FMRP-USP e estágio em cirurgia plástica reconstrutiva no Instituto Europeu de Oncologia, em Milão. Atende em Ribeirão Preto, com consulta presencial e teleconsulta, e realiza as cirurgias em ambiente hospitalar. A indicação de qualquer procedimento é sempre individual, definida após a avaliação.