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Blefaroplastia e região dos olhos

Blefaroplastia superior, inferior ou as duas: como é feita a indicação

Imagem ilustrativa: mulher de olhos fechados e gola alta de cashmere, com a ponta do dedo enluvado junto à pálpebra superior durante a avaliação
Resposta rápida

A blefaroplastia superior trata o excesso de pele da pálpebra de cima e, quando existe, a bolsa do canto interno; a inferior trata as bolsas e a pele da pálpebra de baixo, retirando ou reposicionando a gordura. As duas só são feitas juntas quando o exame encontra alterações relevantes nas duas regiões, depois de avaliar se parte do peso vem da sobrancelha ou de uma ptose palpebral.

Quem começa a pesquisar sobre blefaroplastia costuma trazer uma queixa que parece simples: o olhar pesado no fim do dia, a dobra da pálpebra de cima encostando nos cílios, um volume abaixo dos olhos que não desaparece depois de uma boa noite de sono. A dúvida que vem logo em seguida é qual cirurgia faz sentido, a da pálpebra superior, a da inferior ou as duas. Essa resposta não sai do espelho, e sim de um exame que separa, camada por camada, o que forma cada parte da queixa.

Esse raciocínio passa pela anatomia das pálpebras, pela diferença entre pele sobrando, bolsa, sobrancelha que desceu e pálpebra caída pelo músculo, e pela saúde dos olhos. A página de blefaroplastia e região dos olhos apresenta a cirurgia e as associações avaliadas; aqui, o foco é como cada critério pesa na indicação e o que acontece depois dela.

Como as pálpebras são formadas e por que isso muda a blefaroplastia

A pele das pálpebras é a mais fina do corpo e dobra a cada piscar. Logo abaixo dela está o músculo orbicular, um anel que fecha os olhos, e, mais atrás, uma membrana delgada chamada septo orbital, que funciona como uma parede segurando a gordura que envolve o olho. Cada camada muda de um jeito, e a blefaroplastia só é bem indicada quando se sabe qual delas está por trás do incômodo.

A pálpebra superior

Na pálpebra de cima, a gordura fica dividida em duas bolsas, uma central e outra junto ao canto interno, que muitas vezes é a mais aparente. Atrás delas passa o tendão do músculo que levanta a pálpebra, preso a uma pequena placa firme na borda, o tarso. É a ligação desse tendão com a pele que forma o sulco da pálpebra, a dobra onde a cicatriz da cirurgia costuma ficar escondida.

Com o tempo, a pele perde elasticidade e sobra, o septo afrouxa e a gordura pode empurrar para a frente. No canto externo, um volume nessa altura pode não ser gordura: pode ser a glândula lacrimal, que desceu de sua posição. Ela produz parte da lágrima e não deve ser retirada como se fosse bolsa, por isso reconhecê-la no exame e na cirurgia faz diferença.

A pálpebra inferior

Embaixo, a gordura se organiza em três bolsas, e entre duas delas passa um pequeno músculo que participa do movimento do olho. Quando o septo perde firmeza, essas bolsas se projetam e formam o volume que muita gente descreve como olho inchado ao acordar, só que constante. A pele, mais fina e menos elástica, enruga com facilidade, e o músculo orbicular também pode ceder.

A pálpebra inferior tem ainda uma função mecânica: fica encostada ao olho, sustentada por dois tendões presos ao osso nos cantos, e ajuda a espalhar e a conduzir a lágrima. Com os anos, o tendão do canto externo pode afrouxar, e a pálpebra perde tônus, isto é, firmeza. Esse detalhe, que quase nunca faz parte da queixa, é um dos que mais pesam no planejamento da cirurgia de baixo.

Abaixo da pálpebra começa a bochecha, e a transição entre as duas é marcada por ligamentos que prendem a pele ao osso. Quando a bolsa avança por cima e a bochecha desce por baixo, esse ponto de fixação vira um sulco, que no canto interno é chamado de sulco lacrimal. A sombra que aparece ali pode vir da bolsa, da falta de volume no sulco ou das duas coisas, e cada combinação pede uma resposta diferente.

Pele, bolsa, sobrancelha ou músculo: quatro causas para a mesma queixa

"Pálpebra caída" e "olhar pesado" descrevem situações bem distintas. As causas abaixo aparecem sozinhas ou juntas, e a proporção de cada uma aponta o caminho.

Excesso de pele e bolsas de gordura

No excesso de pele, a borda da pálpebra superior está na altura habitual, mas uma prega cai sobre ela e pode encostar nos cílios. Em algumas pessoas, esse peso faz a testa trabalhar para abrir o olhar, e a queixa passa a incluir cansaço e sensação de esforço no fim do dia. As bolsas, por sua vez, são volume de gordura, e não pele, e por isso a cirurgia lida com elas de outra forma, retirando ou reposicionando essa gordura.

Essas alterações nem sempre dependem da idade: há quem tenha bolsas ou pálpebras mais cheias desde o início da vida adulta, por característica de família. Em homens, a dobra da pálpebra costuma ser mais baixa e a sobrancelha mais reta, e o planejamento respeita esse desenho para não mudar a expressão.

Sobrancelha que desceu

Quando a sobrancelha desce, sobretudo na parte lateral, a pele que ficava abaixo dela se acumula sobre a pálpebra. Parte do que parece sobra de pele é, então, pele empurrada de cima, e retirar só a pele da pálpebra pode deixar o peso lateral do olhar sem resposta. O artigo sobre quando o olhar cansado pede lifting de sobrancelha detalha como essa diferença aparece no exame e quais são os acessos para reposicionar a sobrancelha.

Ptose palpebral: quando o músculo é a causa

Na ptose palpebral, é a própria borda da pálpebra superior que fica baixa e cobre parte da íris, porque o músculo que eleva a pálpebra ou o seu tendão perdeu força ou se afrouxou. Em adultos, esse afrouxamento pode acontecer com o envelhecimento, com o uso prolongado de lentes de contato ou depois de cirurgias nos olhos. Um lado pode estar mais baixo que o outro, e a testa costuma compensar, disfarçando o quadro.

O exame mede a distância entre o centro da pupila e a borda da pálpebra e observa quanto a pálpebra percorre quando o olhar vai de baixo para cima, o que dá uma ideia da força do músculo. A blefaroplastia retira pele e trata gordura, mas não reforça esse músculo; se a ptose passa despercebida, a retirada de pele revela a borda baixa que estava escondida sob a prega, e o olhar continua pesado. Quando há ptose, ela entra no planejamento como questão própria, com correção específica, e a forma de conduzi-la é definida na avaliação.

O que o exame observa antes de indicar a blefaroplastia

Na consulta com a Dra. Rafaela Marques, a conversa vem antes do exame: o que incomoda, desde quando, em que situações e o que já foi tentado. Depois, o rosto é examinado em repouso e em movimento, de frente e de perfil, com atenção a estes pontos:

  • Quantidade de pele: quanto sobra em cada pálpebra e quanto precisa permanecer para que os olhos fechem sem esforço.
  • Bolsas e sulcos: quais compartimentos de gordura se projetam e se a sombra abaixo dos olhos é volume a mais ou volume a menos.
  • Posição da borda: a altura da pálpebra superior em relação à íris, para reconhecer uma ptose.
  • Sobrancelha e testa: onde a sobrancelha fica com a testa relaxada e quanto ela contribui para o peso.
  • Firmeza da pálpebra inferior: o tônus da pálpebra e a posição do canto externo do olho.
  • Superfície ocular: olho seco, lacrimejamento, fechamento completo das pálpebras e histórico de doenças ou cirurgias nos olhos.

Os testes da pálpebra inferior

A firmeza da pálpebra de baixo é verificada com manobras simples. Em uma delas, a pálpebra é afastada delicadamente do olho para ver até onde vai; em outra, é puxada para baixo e solta, e observa-se se volta sozinha ao lugar ou se precisa de uma piscada para isso. Uma pálpebra que demora a voltar tem menos sustentação, e isso muda a técnica e a quantidade de pele que pode sair.

O perfil também conta. Quando o olho é mais saliente e a maçã do rosto fica recuada, a pálpebra inferior tem menos apoio por baixo, situação descrita como vetor negativo. Nesse desenho de rosto, retirar pele da pálpebra de baixo exige cautela redobrada, e técnicas de reforço do canto externo passam a ser consideradas no planejamento.

Olho seco e saúde dos olhos

As pálpebras participam da lubrificação: cada piscada espalha a lágrima sobre o olho, e a pálpebra inferior ajuda a conduzi-la até o canto interno. Por isso, quem tem olho seco, usa lentes de contato, já fez cirurgia para corrigir o grau, trata glaucoma ou tem doença da tireoide que afeta os olhos precisa contar isso na consulta. Essas condições mudam a quantidade de pele que pode ser retirada, a técnica e os cuidados depois.

Em alguns casos, uma avaliação oftalmológica antes da cirurgia entra no planejamento, com testes que medem a produção e a qualidade da lágrima e o exame da superfície do olho. A necessidade dessa avaliação e o momento de fazê-la são definidos caso a caso, porque o objetivo é tratar as pálpebras sem sobrecarregar um olho que já tem pouca reserva de lubrificação.

Superior, inferior ou as duas: como a decisão é construída

As pálpebras de cima e de baixo mudam em ritmos e por motivos diferentes, e é comum que a queixa esteja concentrada em uma delas. Operar as duas não é um pacote: faz sentido quando o exame encontra alterações relevantes nas duas regiões e quando elas pesam de fato no que incomoda.

A blefaroplastia superior costuma ser considerada quando a pele sobra a ponto de pesar sobre os cílios ou de apagar o desenho da dobra, com ou sem bolsa no canto interno, e com a sobrancelha em posição adequada. A inferior entra na conversa quando as bolsas são o componente principal da sombra, e a escolha da técnica depende do tônus da pálpebra, da quantidade de pele e do sulco com a bochecha.

Fazer as duas no mesmo tempo significa um único período de recuperação, mas também uma cirurgia mais longa e um inchaço que envolve o olho por inteiro. O planejamento pesa esses pontos junto com a saúde geral, o tipo de anestesia e a rotina de cada pessoa. Às vezes, a conclusão é tratar uma região agora e reavaliar a outra depois; em outras, é que nenhuma das duas pede cirurgia naquele momento.

A indicação depende de avaliação individual, e queixas parecidas levam a condutas diferentes: duas pessoas que descrevem o mesmo olhar cansado podem sair da consulta com planos distintos. A Dra. Rafaela Marques explica o que cada opção pode oferecer e também o que não se espera dela, antes de qualquer decisão. Quem quer entender o próprio caso pode agendar uma avaliação das pálpebras e levar as dúvidas para esse encontro.

Como a blefaroplastia é feita

Na pálpebra superior

A incisão é desenhada antes da cirurgia, com a pessoa sentada, porque a pele se comporta de outro jeito deitada. O traço de baixo acompanha o sulco natural da pálpebra, e o de cima é definido pinçando a pele com delicadeza até o ponto em que a pálpebra ainda fecha com folga. Essa margem de pele que permanece é tão importante quanto a que sai, porque é ela que preserva o fechamento dos olhos.

Junto com a pele, pode ser retirada uma faixa fina do músculo orbicular, quando o volume dele contribui para o peso. As bolsas de gordura, quando existem, são tratadas com parcimônia: retirar gordura demais na pálpebra superior pode deixar o olhar encovado, um aspecto que os anos tendem a acentuar. A pele é fechada com pontos finos, retirados no consultório nos retornos.

Na pálpebra inferior

Quando há sobra de pele, a incisão costuma ficar logo abaixo da linha dos cílios e se estende um pouco para fora, numa dobra do canto do olho. Por ela, a gordura das bolsas pode ser retirada em parte ou reposicionada sobre o sulco com a bochecha, suavizando o degrau entre as duas regiões. A quantidade de pele retirada embaixo costuma ser pequena, porque o excesso aqui tende a puxar a pálpebra para baixo durante a cicatrização.

Se o exame mostrou uma pálpebra com pouca sustentação, a técnica pode incluir um reforço do canto externo, chamado cantopexia, que ancora a pálpebra ao osso com pontos internos. Existe também a via transconjuntival, em que o acesso às bolsas é feito pela face interna da pálpebra, sem incisão na pele; ela é descrita sobretudo para bolsas sem excesso de pele. Se alguma dessas possibilidades se aplica, e qual acesso é usado em cada caso, é algo definido na avaliação.

Anestesia, duração e ambiente

A blefaroplastia é realizada em ambiente hospitalar em Ribeirão Preto, no Hospital Esselense, com equipe anestésica. A anestesia pode ser local associada a sedação ou geral, conforme o tipo de blefaroplastia, as associações planejadas e a saúde de cada paciente. Como referência, a cirurgia leva cerca de uma hora e meia, tempo que varia com a extensão do que é feito.

Recuperação em fases, riscos e sinais de alarme

Os primeiros dias

O inchaço e as manchas arroxeadas ao redor dos olhos são esperados e costumam ser mais evidentes no começo; pela ação da gravidade, parte do arroxeado pode descer para a bochecha. A sensação é mais de peso e de pressão do que de dor intensa, e a visão pode ficar embaçada pela pomada e pelo inchaço. Compressas frias, cabeceira elevada, repouso relativo, colírios lubrificantes e os medicamentos prescritos fazem parte das orientações.

Com as pálpebras inchadas, é possível que os olhos não fechem por completo durante o sono nas primeiras noites, e a lubrificação orientada protege a superfície do olho nesse período. Abaixar a cabeça, fazer esforço e passar horas diante de telas, que reduzem o número de piscadas, costumam ficar para mais adiante, e óculos escuros ajudam ao sair.

As semanas seguintes

Os pontos são retirados no consultório, e o arroxeado vai clareando, às vezes passando por tons amarelados antes de sumir. É comum um lado desinchar antes do outro, e a pálpebra de baixo pode dar uma sensação de repuxar enquanto os tecidos se acomodam. O retorno ao trabalho, à maquiagem na região, às lentes de contato e aos exercícios é liberado nos retornos, conforme a evolução de cada pessoa, e não por um prazo único.

Os meses de acomodação

A cicatriz passa por fases: costuma ficar rosada e mais firme no início e, com o tempo, tende a clarear e a amolecer. Pequenos pontos brancos ao longo dela, parecidos com cravos fechados, podem surgir e costumam ter tratamento simples. O aspecto das pálpebras continua a mudar por meses, e por isso a avaliação do resultado é feita com calma, nos retornos, e não no espelho das primeiras semanas.

Riscos e sinais de alarme

Como toda cirurgia, a blefaroplastia tem riscos, explicados na consulta antes de qualquer decisão. Entre eles estão hematoma, infecção, cicatrização desfavorável, assimetria, ressecamento ou lacrimejamento, dificuldade para fechar completamente os olhos, aspecto encovado quando sai gordura demais e, na pálpebra inferior, a descida ou o afastamento da borda, que deixa aparecer mais branco do olho abaixo da íris.

Algumas condições pedem ajuste antes da cirurgia: pressão alta ou diabetes sem controle, alterações de coagulação, uso de anticoagulantes, tabagismo ou vape, doença da tireoide em atividade nos olhos e olho seco sem tratamento. Muitas são temporárias. Medicamentos e suplementos que interferem na coagulação são revistos, e a pausa de canetas emagrecedoras, quando for o caso, é combinada com a equipe.

Dor forte que piora, inchaço tenso que cresce rápido de um lado, sangramento que não para, piora da visão, febre ou secreção com pus são sinais para procurar a equipe ou o pronto atendimento, sem esperar o retorno marcado. O sangramento atrás do olho é raro, mas é uma urgência, e é por isso que esse conjunto de sinais pede atenção imediata.

Blefaroplastia combinada com sobrancelha, frontoplastia e facelift

Quando parte da queixa vem da sobrancelha, da testa ou da bochecha, a blefaroplastia pode ser associada a outro procedimento. Cada associação segue uma lógica própria, aumenta o tempo de cirurgia e muda o plano anestésico e a recuperação, e às vezes é mais seguro dividir o plano em etapas.

Lifting de sobrancelha e frontoplastia

Quando a sobrancelha desceu, o lifting de sobrancelha pode ser feito sozinho ou junto com a blefaroplastia superior, por uma incisão sobre a sobrancelha, a técnica de Castañares, ou por incisões no couro cabeludo; o lifting temporal atua nas têmporas e na cauda da sobrancelha. Quando as duas cirurgias são feitas juntas, a sobrancelha vem primeiro no cálculo, porque a nova altura dela muda o quanto de pele sobra na pálpebra.

A altura da testa entra nessa conta. Algumas formas de elevar a sobrancelha pelo couro cabeludo sobem também a linha do cabelo, o que pesa para quem já tem a testa alta. A frontoplastia trata a proporção da testa e pode incluir o avanço da linha capilar, mas não tem como objetivo levantar a sobrancelha; as duas questões são examinadas juntas, e o artigo sobre para quem a frontoplastia com avanço da linha capilar é indicada explica os critérios dessa cirurgia.

Facelift e terço médio

Se a bochecha desceu, a transição entre ela e a pálpebra inferior fica mais longa e marcada, e a blefaroplastia inferior, que trata bolsas e pele, não reposiciona o terço médio. Nesses casos, o Deep Plane Facelift, que trabalha num plano mais profundo e atua nos terços médio e inferior da face, pode entrar na conversa junto com as pálpebras; é uma técnica entre outras, e o texto sobre o que muda no Deep Plane em relação ao lifting tradicional explica essa diferença de plano.

Quando a sombra vem de perda de volume, a lipoenxertia, que usa gordura do próprio corpo, pode ser considerada na região dos olhos, sozinha ou com outras cirurgias, e parte da gordura enxertada é reabsorvida pelo organismo. A página de cirurgia plástica da face e do pescoço reúne esses procedimentos por região.

Quando injetáveis e tecnologias fazem mais sentido que a cirurgia

As linhas que aparecem no canto externo dos olhos ao sorrir são formadas pela contração do músculo orbicular, e não por pele sobrando. A toxina botulínica, aplicada nesses pontos, relaxa esse músculo de forma temporária; ela não retira pele nem bolsa, e pode ser usada em momentos diferentes da cirurgia quando as duas queixas coexistem. O artigo sobre como a toxina botulínica funciona e quanto tempo o efeito costuma durar aprofunda esse tema.

Na olheira, a causa define o caminho. Quando a sombra vem de um sulco fundo, com pouca bolsa e pele de boa qualidade, o preenchimento com ácido hialurônico pode ser discutido entre os procedimentos minimamente invasivos, com cautela, porque a pele fina da região deixa aparente qualquer excesso. Quando há bolsa volumosa, acrescentar volume embaixo dela tende a pesar a região em vez de suavizá-la. E a olheira de cor, ligada à pigmentação ou a vasos visíveis, não é tratada pela cirurgia; o caminho para ela é discutido na avaliação.

A região abaixo dos olhos também está entre as que podem ser avaliadas para as tecnologias disponíveis no consultório, voltadas à textura e às linhas finas da pele, sozinhas ou como complemento de uma cirurgia. Elas não retiram pele nem reposicionam bolsas, e o número de sessões é definido caso a caso.

Blefaroplastia em Ribeirão Preto: como chegar preparado à avaliação

Quem procura um cirurgião plástico em Ribeirão Preto para avaliar as pálpebras aproveita mais a consulta levando a lista de medicamentos e suplementos em uso, o histórico de doenças, cirurgias e tratamentos oculares e fotos de anos anteriores, que ajudam a separar o que é traço da pessoa do que surgiu com o tempo. Algumas perguntas ajudam a entender o próprio caso:

  • O que forma a queixa: pele, bolsa, sobrancelha, músculo ou perda de volume?
  • A indicação é da pálpebra superior, da inferior, das duas ou de outro caminho?
  • A pálpebra inferior tem sustentação para a técnica considerada?
  • Existe algum sinal de ptose ou de olho seco que mude o plano?
  • Faz sentido associar outro procedimento ou dividir o tratamento em etapas?
  • Como a recuperação prevista se encaixa na rotina de trabalho e no uso de lentes?

A região dos olhos raramente é avaliada isolada da testa, das têmporas e do terço médio. O artigo sobre como a avaliação define o procedimento na cirurgia plástica da face mostra essa lógica em outras regiões do rosto, e quem busca cirurgia plástica em Ribeirão Preto encontra ali o mesmo ponto de partida: a queixa vem antes do nome do procedimento.

Para quem mora fora de Ribeirão Preto, a primeira conversa pode ser por teleconsulta, útil para ouvir a queixa e explicar as possibilidades. O exame das pálpebras, porém, é presencial, e é nele que a Dra. Rafaela Marques, cirurgiã plástica em Ribeirão Preto com atuação em cirurgia da face, define se há indicação e qual.

Nenhum texto enxerga o seu rosto. O que ele pode fazer é mostrar por que a escolha entre blefaroplastia superior, inferior, as duas ou outro caminho depende do exame, e ajudar a chegar à avaliação com perguntas mais precisas.

Perguntas frequentes

Pelo exame presencial, que compara a pele sobrando em cada pálpebra, as bolsas de gordura, a altura da borda, a firmeza da pálpebra inferior e a posição da sobrancelha. Operar as duas só faz sentido quando há alterações relevantes nas duas regiões. Muitas vezes a queixa está concentrada em uma delas, e há casos em que a conclusão é não operar naquele momento.

Não, porque são problemas diferentes. A blefaroplastia atua na pele, no músculo orbicular e na gordura, enquanto a ptose é a borda da pálpebra mais baixa por fraqueza ou afrouxamento do músculo que a levanta, e tem correção própria. As duas situações podem coexistir, e identificar a ptose antes evita que ela apareça depois da retirada de pele. Como ela entra no plano é definido na avaliação.

Nem sempre. Conforme a anatomia, a gordura pode ser retirada em parte ou deslocada para preencher o sulco entre a pálpebra e a bochecha, o que suaviza a transição entre as duas regiões. Tirar gordura demais tende a deixar o olhar com aspecto fundo ao longo dos anos, por isso a quantidade e a técnica são planejadas a partir do exame de cada pessoa.

É um acesso às bolsas da pálpebra inferior feito pelo lado de dentro da pálpebra, sem corte na pele. Costuma ser lembrada para quem tem bolsas e pouca sobra de pele, já que por essa via não se retira pele. Se ela faz sentido para um caso, ou se outro acesso é mais adequado, é algo definido na avaliação, depois do exame da pálpebra.

Porque ela precisa continuar apoiada contra o olho e ajuda a conduzir a lágrima. Se está pouco firme, ou se o olho é mais saliente que a maçã do rosto, a cicatrização pode puxá-la para baixo. Por isso o exame testa o tônus da pálpebra, a retirada de pele embaixo costuma ser contida e o reforço do canto externo pode ser considerado no planejamento.

Em geral, essas condições não impedem a avaliação, mas precisam ser informadas. O uso prolongado de lentes pode afrouxar o tendão da pálpebra superior, e a cirurgia do grau pode deixar o olho mais sensível ao ressecamento por um período. Esses dados influenciam a quantidade de pele retirada, a técnica e os cuidados, e em alguns casos uma avaliação oftalmológica antes da cirurgia é considerada.

Pode ser, quando o exame mostra indicação nas pálpebras e na face. A associação costuma ser pensada quando a bochecha desceu e alongou a transição com a pálpebra inferior, algo que a blefaroplastia sozinha não reposiciona. Ela aumenta o tempo de cirurgia e muda a anestesia e a recuperação, e em alguns casos é mais seguro dividir o tratamento em etapas.

Em algumas situações ele é uma alternativa, mas não trata bolsas. Quando a olheira vem de um sulco fundo, com pouca bolsa e pele de boa qualidade, o preenchimento pode ser discutido, com efeito temporário. Quando o volume vem da gordura que se projeta, colocar produto abaixo dela tende a pesar a região. O exame mostra qual componente predomina em cada caso.

Sim, o tempo acompanha a extensão do que é feito. Como referência, a blefaroplastia leva cerca de uma hora e meia, e esse tempo muda conforme a cirurgia envolva uma ou as duas pálpebras, a técnica escolhida e associações como o lifting de sobrancelha. A anestesia pode ser local com sedação ou geral, definida com a equipe anestésica.

Sim. A teleconsulta funciona como primeira conversa, para ouvir a queixa, entender o histórico de saúde e dos olhos e explicar as possibilidades. A indicação da blefaroplastia, porém, depende do exame presencial das pálpebras, das sobrancelhas e da superfície ocular, feito no consultório antes de qualquer planejamento cirúrgico.

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Retrato da Dra. Rafaela Marques no consultório
Escrito e revisado por

Dra. Rafaela Marques

Cirurgiã plástica com atuação em cirurgia da face

  • CRM-SP 176527
  • RQE 104011 · Cirurgia Plástica
  • Membro Especialista da SBCP

Formada em Medicina pela FMRP-USP, com residência em Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da FMRP-USP e estágio em cirurgia plástica reconstrutiva no Instituto Europeu de Oncologia, em Milão. Atende em Ribeirão Preto, com consulta presencial e teleconsulta, e realiza as cirurgias em ambiente hospitalar. A indicação de qualquer procedimento é sempre individual, definida após a avaliação.