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Frontoplastia

Frontoplastia com avanço da linha capilar: para quem é indicada e como é feita

Imagem ilustrativa: mulher de cabelo preto preso e camisa de seda branca, com a mão enluvada segurando o marcador cirúrgico junto à linha do cabelo
Resposta rápida

A frontoplastia com avanço da linha capilar pode ser considerada para quem se incomoda com a altura da testa, tem a linha do cabelo estável, sem calvície em progressão, e couro cabeludo com mobilidade para avançar. Por uma incisão na linha do cabelo, o couro cabeludo é trazido para a frente e a pele que sobra na testa é retirada; a indicação depende sempre de avaliação individual.

Há quem passe anos escolhendo o penteado em função da testa: franja que não pode sair do lugar, cabelo sempre solto na frente, fotos de um ângulo só. Quando a sensação é de que a testa ocupa espaço demais no rosto, uma das possibilidades discutidas em consulta é a frontoplastia com avanço da linha capilar, a cirurgia que traz a linha do cabelo para uma posição mais baixa. Ela não serve para todo mundo, e entender por quê é tão importante quanto entender como ela é feita.

A decisão depende de critérios que só o exame mede, como a história da linha do cabelo, a mobilidade do couro cabeludo e a posição das sobrancelhas. Conhecê-los ajuda quem pesquisa frontoplastia em Ribeirão Preto a chegar à consulta com as perguntas certas.

O que a frontoplastia com avanço da linha capilar muda na testa

A testa corresponde ao terço superior do rosto, a faixa que vai da linha do cabelo até as sobrancelhas. Quando essa distância parece longa em relação ao terço médio, das sobrancelhas à base do nariz, e ao inferior, do nariz ao queixo, o incômodo costuma vir mais da proporção do que de qualquer detalhe isolado. A frontoplastia com avanço da linha capilar atua nessa medida: reposiciona o couro cabeludo para a frente e retira a faixa de pele da testa que sobra depois do avanço. Muita gente tem a testa alta e convive bem com ela; a cirurgia só entra em pauta quando essa proporção incomoda de verdade.

O efeito é sobre a altura, e não sobre a textura da pele ou o movimento da testa. As linhas horizontais que surgem ao erguer as sobrancelhas vêm da contração do músculo frontal, que continua trabalhando depois da cirurgia; quando incomodam, são avaliadas por outros caminhos, como os injetáveis descritos na página de procedimentos minimamente invasivos.

Duas cirurgias vizinhas costumam ser confundidas com ela: a frontoplastia óssea, que age sobre o contorno do osso, mais perceptível de perfil, sem alterar a altura, e o lifting de sobrancelha, que muda a posição das sobrancelhas, e não a da linha do cabelo. As três podem surgir na mesma consulta, e a página de frontoplastia apresenta as duas cirurgias da testa lado a lado, com o objetivo de cada uma.

Testa alta de nascença ou linha do cabelo que recuou

No espelho, uma testa que sempre foi alta e uma linha do cabelo que vem subindo podem parecer iguais, mas levam a conversas diferentes. A frontoplastia move o cabelo que já existe na borda da testa e não interrompe nenhum processo de queda.

Quando a testa sempre foi alta

Na testa alta constitucional, como se diz quando a característica vem de nascença, a linha do cabelo está no mesmo lugar desde a adolescência, com densidade uniforme e fios da borda tão espessos quanto os demais. É o cenário em que a frontoplastia com avanço da linha capilar costuma ser mais considerada, porque o cabelo trazido para a frente tende a permanecer onde foi colocado. Fotos antigas, de fases diferentes da vida, mostram essa estabilidade com mais precisão do que a memória.

Quando a linha do cabelo vem subindo

A linha pode recuar por motivos distintos. A calvície de padrão hereditário, a alopecia androgenética, costuma aprofundar as entradas nas têmporas em muitos homens e afinar os fios de modo mais difuso em muitas mulheres. A tração de penteados muito presos, por anos, pode rarear a frente e as têmporas, e há quadros inflamatórios do folículo, como a alopecia frontal fibrosante, que fazem a linha subir e podem atingir também as sobrancelhas.

Nesses casos, avançar o couro cabeludo não muda a causa do recuo: se a linha continuar subindo, a cicatriz fica exposta e a borda perde o desenho esperado. Queda em evolução pede investigação e, quando for o caso, tratamento próprio, que pode envolver avaliação dermatológica, antes de qualquer decisão; às vezes, o caminho discutido passa a ser outro.

O que a avaliação observa antes de indicar a frontoplastia

Proporção e formato da testa

Mais do que um número na régua, interessa a relação entre a testa e o restante da face. Uma mesma medida pode parecer equilibrada em um rosto e alongada em outro, conforme o formato da cabeça, a altura das sobrancelhas e o desenho da linha do cabelo. Na avaliação com a Dra. Rafaela Marques, a face é observada de frente e de perfil, em repouso e em movimento, e também do jeito como a pessoa costuma usar o cabelo.

O formato conta tanto quanto a altura: uma testa muito inclinada ou arredondada é percebida de outro modo, e saliências no osso podem pesar mais no perfil do que a altura, situação em que a frontoplastia óssea entra na conversa. O desenho da linha, arredondado, reto ou com cantos altos nas têmporas, também importa, porque o avanço age sobretudo na parte central e as laterais nem sempre acompanham na mesma proporção.

Mobilidade do couro cabeludo

O avanço depende de quanto o couro cabeludo consegue deslizar para a frente sem tensão excessiva. Essa mobilidade, chamada de elasticidade ou frouxidão do couro cabeludo, varia bastante entre as pessoas e é examinada com as mãos. Ela é o principal limite para a redução da testa e tende a diminuir depois de cirurgias ou procedimentos na região, informação que precisa ser contada na consulta.

Estabilidade da linha, densidade e histórico familiar

Os fios da frente são os que vão cobrir a região da incisão, e por isso a qualidade deles pesa: fios finos, claros ou esparsos cobrem menos, sobretudo em quem usa o cabelo preso para trás. O histórico de calvície dos dois lados da família ajuda a estimar como o cabelo pode se comportar nos próximos anos.

Em homens jovens, o padrão de calvície pode ainda não ter se manifestado por completo, o que pede cautela maior. Gestação, alterações hormonais, perda rápida de peso e fases de muito estresse também mexem no ciclo dos fios, e o momento da cirurgia leva isso em conta.

Posição das sobrancelhas

As sobrancelhas marcam o limite inferior da testa. Quando estão baixas, a distância até a linha do cabelo aumenta e a testa parece mais alta; com frequência, o músculo frontal passa a trabalhar o tempo todo para erguê-las, o que acentua as linhas horizontais. Por isso, a posição delas é examinada com a testa relaxada, sem a ajuda desse músculo.

Algumas situações pedem cautela ou fazem a indicação mudar de rumo:

  • calvície ou afinamento dos fios em evolução, ou quadros inflamatórios do couro cabeludo ainda ativos;
  • couro cabeludo com pouca mobilidade, por natureza ou depois de procedimentos na região;
  • tabagismo, inclusive o cigarro eletrônico, que prejudica a circulação e a cicatrização;
  • doenças sem controle, como diabetes ou pressão alta, e alterações da coagulação;
  • expectativa de uma mudança que a anatomia não permite.

Parte dessas condições é temporária e pode ser revista depois de tratada. A indicação depende sempre de avaliação individual, e queixas parecidas podem levar a condutas diferentes: a mesma altura de testa pode receber orientações distintas por causa do couro cabeludo, do cabelo ou das sobrancelhas. Esse raciocínio vale para o rosto inteiro, como mostra o artigo sobre como a avaliação define o procedimento na cirurgia plástica da face.

Como a frontoplastia é feita, camada por camada

O couro cabeludo é formado por camadas. Na superfície está a pele, onde ficam os folículos; abaixo, um tecido firme por onde passam vasos e nervos; depois, a gálea, lâmina fibrosa e pouco elástica que continua na frente como o músculo frontal; por fim, uma camada frouxa que deixa o couro cabeludo deslizar sobre o periósteo, a membrana que recobre o osso. A rigidez da gálea explica por que o avanço tem limite, e a camada frouxa, por que ele é possível.

A cirurgia acontece em ambiente hospitalar em Ribeirão Preto, no Hospital Esselense, em centro cirúrgico e com equipe anestésica. O tipo de anestesia, geral ou local com sedação, é definido no planejamento, depois dos exames pré-operatórios e da avaliação anestésica.

O desenho da incisão

A incisão acompanha o contorno da linha capilar, na transição entre testa e cabelo. Em geral, o traçado é irregular, com pequenas ondulações, porque a borda natural do cabelo não é uma linha contínua e um traço reto tende a chamar mais atenção. Nas laterais, o desenho considera as têmporas e a direção de crescimento dos fios, que muda ao longo da linha.

Uma das possibilidades técnicas descritas para essa região é a incisão tricofítica: a borda da pele é cortada em ângulo, preservando parte dos folículos, para que alguns fios cresçam através da cicatriz e ajudem a disfarçá-la. O desenho e o ângulo da incisão fazem parte do planejamento individual e são explicados na consulta.

Descolamento, avanço e fixação

Pela incisão, o couro cabeludo é descolado do osso em direção à parte de trás da cabeça, em geral abaixo da gálea, num plano distante dos folículos. Liberado, ele é trazido para a frente até onde a mobilidade permite. Pequenas incisões de relaxamento na gálea são uma das estratégias descritas para ganhar algum avanço adicional, respeitando os vasos que nutrem o couro cabeludo.

A faixa de pele da testa que sobra é então retirada. Para que a cicatriz não carregue o peso da nova posição, o couro cabeludo costuma ser sustentado por pontos de fixação profundos, e o fechamento em planos deixa a pele com a menor tensão possível, porque tensão na superfície favorece cicatriz alargada e queda de fios junto à borda.

Não existe um valor fixo para a descida da linha: ela é limitada pela mobilidade do couro cabeludo e orientada pela proporção que faz sentido para aquele rosto. Essa estimativa só existe depois do exame presencial, e é possível agendar uma avaliação para entender o que ela significa no seu caso. Às vezes, a conclusão é que o avanço possível não justifica a cirurgia.

Quando o contorno ósseo entra junto

Se também há queixa do contorno do osso, a regularização da superfície óssea pode ser feita pelo mesmo acesso, no mesmo tempo cirúrgico, quando indicada. Isso amplia a cirurgia, e por isso a associação é decidida no planejamento, considerando a saúde geral e a extensão total do procedimento.

Frontoplastia e lifting de sobrancelha: a mesma medida em sentidos opostos

A altura da testa é a distância entre dois pontos móveis: a linha do cabelo, em cima, e as sobrancelhas, embaixo. Baixar a linha encurta essa distância; elevar as sobrancelhas a aumenta. Quando há testa alta e sobrancelhas baixas ao mesmo tempo, os dois objetivos são pesados juntos, porque o ganho de um reduz o espaço do outro.

Na frontoplastia, o planejamento busca que as sobrancelhas fiquem onde estão, sem elevação involuntária. Se elas desceram, o acesso pela linha do cabelo pode permitir também reposicioná-las, e o avanço é recalculado para que a testa não termine mais alta do que antes.

O lifting de sobrancelha tem outros acessos, como a incisão logo acima da sobrancelha, a técnica de Castañares, ou incisões dentro do couro cabeludo. Em quem já tem testa alta, acessos atrás da linha do cabelo tendem a levar a linha junto na elevação, alongando a testa, e esse efeito entra na escolha. O lifting temporal, que atua nas têmporas e na cauda da sobrancelha, pode compor o mesmo planejamento.

Os sinais de que o peso sobre o olhar vem da sobrancelha, e não da pálpebra, estão no artigo sobre quando o olhar cansado pede lifting de sobrancelha. A página de blefaroplastia e região dos olhos reúne as cirurgias do olhar, região examinada junto com a testa.

A cicatriz na linha do cabelo: o que esperar

Toda frontoplastia com avanço da linha capilar deixa uma cicatriz ao longo da linha do cabelo, de uma têmpora à outra, na transição entre pele e fios. O cabelo pode ajudar a disfarçá-la, mas ela existe e não desaparece: o que muda com o tempo é a cor, a espessura e o quanto ela chama atenção.

Nos primeiros meses, a cicatriz costuma ficar avermelhada, às vezes um pouco elevada, e vai clareando e amolecendo aos poucos, no processo chamado maturação. A evolução depende do tipo de pele, da tendência individual a cicatrizes alargadas, elevadas ou a queloides, da tensão no fechamento e da proteção contra o sol, que pode escurecer uma cicatriz ainda imatura. Quem já teve queloide ou cicatriz alargada em outra parte do corpo deve contar isso na consulta.

Enquanto a cicatriz amadurece, mechas soltas sobre a testa e acessórios leves, quando liberados, ajudam a disfarçá-la no dia a dia. Quando ela evolui de forma menos favorável, existem tratamentos complementares que podem ser discutidos caso a caso, de cuidados locais a pequenas revisões. O assunto faz parte da conversa antes da cirurgia, para que a decisão considere a troca envolvida: uma testa mais baixa, com uma cicatriz na linha do cabelo.

Queda temporária de fios perto da cicatriz

Uma das dúvidas mais frequentes é se o cabelo cai depois da cirurgia. Pode cair, perto da cicatriz, nas têmporas ou de forma espalhada, e saber disso antes ajuda a atravessar essa fase com menos ansiedade. O fenômeno é chamado de eflúvio ou, em inglês, shock loss.

Cada fio alterna uma fase longa de crescimento, uma curta de transição e uma de repouso, ao fim da qual cai para dar lugar a outro. O estresse local da cirurgia e o do organismo, com anestesia, jejum e noites mal dormidas, podem empurrar muitos fios para o repouso ao mesmo tempo, e eles caem semanas depois, em volume acima do habitual.

Costuma-se descrever dois momentos: nas primeiras semanas, fios junto à incisão podem cair pelo impacto direto sobre o folículo; um pouco depois, pode surgir uma queda mais espalhada, ligada ao estresse geral. Nos dois casos, o folículo em geral continua preservado, e o crescimento tende a ser retomado aos poucos, com fios curtos e finos que ganham espessura ao longo dos meses.

A queda costuma ser temporária, mas intensidade e tempo de recuperação variam, e não é possível prometer que ela não aconteça. Nesse intervalo, a cicatriz pode parecer mais visível, porque há menos fios sobre ela, e as têmporas, de fios naturalmente mais finos, podem ficar rarefeitas por um tempo.

Afinamento prévio ou calvície na família pedem atenção maior, porque folículos fragilizados reagem mais ao estresse cirúrgico; nesses casos, as orientações mudam, e pode haver indicação de exames e de tratamento capilar de suporte. Falhas sem sinais de recuperação com o passar dos meses, ou áreas bem delimitadas sem fios, devem ser avaliadas nos retornos.

Transplante capilar, blefaroplastia e facelift: quando entram na conversa

Transplante capilar

O transplante capilar não muda a posição do couro cabeludo: leva folículos de regiões onde os fios resistem mais à calvície, como a nuca, para a frente, redesenhando a borda fio a fio. Costuma ser o caminho discutido quando a queixa está mais nos fios do que na altura, como entradas profundas ou rarefação, ou quando o couro cabeludo tem pouca mobilidade.

As duas técnicas também podem se somar em momentos diferentes, como numa testa alta com entradas marcadas, em que o avanço baixa a parte central e o transplante trabalha os cantos. A ordem, o intervalo e a real necessidade de cada etapa são definidos caso a caso, e o transplante tem avaliação e planejamento próprios. A comparação completa está no artigo frontoplastia ou transplante capilar: qual a diferença e como escolher.

Blefaroplastia e facelift

A frontoplastia não muda as pálpebras. Quando há excesso de pele ou bolsas, a blefaroplastia pode ser planejada no mesmo tempo cirúrgico, se a saúde geral e a extensão total da cirurgia permitirem: uma única anestesia e uma única recuperação, com o inchaço das duas regiões somado nos primeiros dias. O artigo sobre blefaroplastia superior, inferior ou as duas explica como essa indicação é feita.

Quando a queixa inclui flacidez no terço médio e no inferior, com sulcos, contorno da mandíbula ou pescoço, o facelift pode entrar na conversa; associado à frontoplastia, ele pede que as incisões nas têmporas sejam desenhadas em conjunto, para preservar a circulação da pele entre elas. As diferenças entre as técnicas estão no artigo sobre o Deep Plane Facelift e o que muda em relação ao lifting tradicional, e a página de Deep Plane Facelift e Neck Lift resume essa cirurgia.

Outras queixas, como perda de volume ou lábio superior alongado, podem aparecer na mesma consulta, e a página de cirurgia plástica da face e do pescoço organiza essas possibilidades. Associar não é regra: quanto mais procedimentos, mais longa a cirurgia e mais exigente a recuperação.

Preparo, recuperação e sinais de alarme

O preparo inclui exames laboratoriais e, conforme a idade e a saúde geral, outros pedidos no planejamento. Quem fuma, inclusive cigarro eletrônico, é orientado a parar com antecedência, porque a borda do couro cabeludo avançado passa a depender da circulação que chega das laterais e de trás da cabeça. Medicamentos, suplementos e anticoagulantes são revistos, e a logística dos primeiros dias é combinada antes.

Primeiros dias

Inchaço e manchas roxas na testa são esperados e, pela gravidade, costumam descer para as pálpebras nos dias seguintes, mesmo sem cirurgia nessa região. Ajuda manter a cabeceira elevada, fazer compressas frias quando orientadas, ficar em repouso relativo e evitar abaixar a cabeça. Repuxamento no couro cabeludo e desconforto são comuns e costumam ser controlados com a medicação prescrita.

Primeiras semanas

O inchaço diminui aos poucos, e a retirada dos pontos segue o calendário da equipe. A lavagem do cabelo costuma ser liberada cedo, com cuidados; tarefas leves tendem a ser retomadas antes, e exercícios e esforço físico ficam para depois, conforme a evolução.

Os cuidados com o cabelo, ajustados pela equipe a cada caso, seguem algumas linhas gerais:

  • xampu suave, sem esfregar a incisão, quando a lavagem for liberada;
  • secador só no ar frio e pente de dentes largos, longe da cicatriz;
  • nada de rabo de cavalo apertado, tiaras ou bonés que pressionem a frente, no período orientado;
  • química no cabelo, como tintura, descoloração ou alisamento, só depois de liberada;
  • sol direto sobre a cicatriz evitado enquanto ela amadurece.

Meses seguintes

A sensibilidade da testa e da frente do couro cabeludo volta de forma gradual: a dormência vem de ramos de nervos que sobem da região acima dos olhos e são cruzados pela incisão, e coceira e formigamento na volta são relatos comuns. Os ramos que dão movimento à testa passam mais para o lado, perto das têmporas, e o planejamento respeita esse trajeto. Nessa fase, a cicatriz amadurece, os fios novos aparecem e os retornos acompanham a evolução, com fisioterapia especializada em pós-operatório quando indicada.

Riscos e sinais de alarme

Quem pesquisa cirurgia plástica em Ribeirão Preto deve ouvir, já na primeira consulta, que a frontoplastia tem riscos: sangramento e hematoma, infecção, alterações de sensibilidade, cicatriz alargada ou elevada, queda de fios, assimetria da linha, sofrimento da pele na borda da incisão e resultado diferente do esperado, entre outros. Eles são discutidos na consulta, junto com as medidas para reduzi-los, e o pós-operatório é acompanhado de perto pela própria médica e pela equipe.

Inchaço que aumenta de repente, sobretudo de um lado, dor forte que não cede com a medicação, vermelhidão que se espalha, calor, secreção, febre, pele escurecida junto à cicatriz ou pontos que se abrem são sinais para procurar a equipe ou o pronto atendimento, sem esperar o retorno. Falta de ar ou dor e inchaço em uma perna também pedem atendimento imediato, como depois de qualquer cirurgia.

A avaliação com a Dra. Rafaela Marques

Quem procura um cirurgião plástico em Ribeirão Preto para avaliar a testa pode começar pela consulta presencial ou, se mora em outra cidade, por uma teleconsulta, que serve como primeira conversa. O exame da face, da linha do cabelo e do couro cabeludo, porém, é presencial, em Ribeirão Preto, e acontece antes de qualquer planejamento.

No consultório, a avaliação é conduzida pela Dra. Rafaela Marques, cirurgiã plástica em Ribeirão Preto com atuação em cirurgia da face, cuja formação e atuação estão descritas no site. Levar algumas informações ajuda a aproveitar o encontro:

  • fotos antigas que mostrem a linha do cabelo em fases diferentes da vida;
  • o histórico de queda de cabelo na família e os tratamentos capilares já feitos;
  • cirurgias ou procedimentos anteriores na testa, nas sobrancelhas ou no couro cabeludo;
  • medicamentos, suplementos e hábito de fumar;
  • perguntas como quanto a linha pode descer no seu caso, como ficam as têmporas e o que acontece se o cabelo afinar com os anos.

Nenhum texto consegue dizer se a frontoplastia é o caminho para você. A altura da testa, a mobilidade do couro cabeludo, o padrão do cabelo, a posição das sobrancelhas e o que você espera da cirurgia só podem ser pesados juntos, no exame. É nessa conversa que se esclarece o que a técnica pode e o que não pode fazer, e às vezes a resposta mais honesta é que a cirurgia não faz sentido naquele momento.

Perguntas frequentes

Não há um número que valha para todas as pessoas. O limite vem principalmente da mobilidade do couro cabeludo, que varia muito de um paciente para outro, e também da proporção que faz sentido para aquele rosto. A estimativa é feita no exame presencial, quando o couro cabeludo é deslocado com as mãos, e explicada antes de qualquer decisão, inclusive quando o avanço possível é pequeno demais para justificar a cirurgia.

Em muitos casos o cabelo ajuda, mas a cicatriz não some. Fios que crescem à frente e através da linha de sutura, somados a penteados com mechas soltas, tornam a região menos perceptível no dia a dia. O quanto ela aparece depende do tipo de pele, da espessura e da cor dos fios, da forma de pentear e da proteção contra o sol durante a cicatrização.

Não existe prazo único. Quando a queda acontece, os fios novos costumam surgir de forma gradual, curtos e finos no começo, e ganham corpo ao longo dos meses. Quem já tinha afinamento pode ter uma recuperação mais lenta. A evolução é acompanhada nos retornos, e áreas que não mostram sinais de crescimento com o tempo são investigadas pela equipe.

Podem ser avaliados da mesma forma, com atenção redobrada ao padrão de calvície. Em muitos homens, as entradas continuam aumentando com os anos, e a linha poderia recuar depois da cirurgia, expondo a cicatriz. Quando esse risco é alto, outras alternativas, como o transplante capilar, costumam ser discutidas. A decisão depende do comportamento do cabelo, da mobilidade do couro cabeludo e da queixa.

Pode ficar, por um período. A região da incisão e a parte da frente do couro cabeludo costumam perder sensibilidade depois da cirurgia, que retorna de forma gradual, em ritmo diferente para cada pessoa. Sensação de choque leve ou de coceira nessa fase é relatada com frequência. Qualquer mudança que preocupe deve ser comentada nos retornos com a equipe.

Esse não é o objetivo da cirurgia. As linhas horizontais dependem da contração do músculo frontal, que segue ativo depois que a linha do cabelo é avançada, e por isso em geral permanecem. Quando incomodam, tratamentos específicos, como a toxina botulínica, são avaliados à parte. Na consulta, fica claro o que cada caminho alcança e se faz sentido combiná-los.

Pode ser avaliado, com alguns cuidados a mais. O exame considera onde estão os fios implantados, a cicatriz da área doadora e a mobilidade atual do couro cabeludo, que pode ter mudado com o procedimento anterior. O desenho da incisão e o descolamento precisam levar em conta os fios transplantados. Informações sobre quando e como o transplante foi feito ajudam nessa avaliação.

Os prazos são individuais e passados na orientação de alta. Em geral, penteados que puxam a frente, como rabo de cavalo apertado, ficam suspensos por algumas semanas, e tinturas, descolorações e alisamentos esperam mais, até a cicatriz estar firme e o couro cabeludo sem sinais de inflamação. A liberação acontece nos retornos, conforme a evolução da cicatriz e dos fios.

Pode ser possível, mas o planejamento fica mais delicado, porque subir as sobrancelhas aumenta a distância até o cabelo, enquanto a frontoplastia a reduz. Em alguns casos, as duas etapas são feitas pelo mesmo acesso na linha do cabelo, com o avanço ajustado; em outros, prioriza-se uma delas ou escolhe-se outra técnica para a sobrancelha. A escolha depende do exame da testa e do olhar.

Sim. A teleconsulta pode ser o primeiro contato, para entender a queixa, esclarecer dúvidas e explicar as etapas do planejamento. A indicação da frontoplastia, porém, depende do exame presencial da testa, da linha do cabelo, das sobrancelhas e do couro cabeludo, que acontece antes de qualquer decisão. A equipe orienta como organizar essa visita e os exames.

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Retrato da Dra. Rafaela Marques no consultório
Escrito e revisado por

Dra. Rafaela Marques

Cirurgiã plástica com atuação em cirurgia da face

  • CRM-SP 176527
  • RQE 104011 · Cirurgia Plástica
  • Membro Especialista da SBCP

Formada em Medicina pela FMRP-USP, com residência em Cirurgia Plástica no Hospital das Clínicas da FMRP-USP e estágio em cirurgia plástica reconstrutiva no Instituto Europeu de Oncologia, em Milão. Atende em Ribeirão Preto, com consulta presencial e teleconsulta, e realiza as cirurgias em ambiente hospitalar. A indicação de qualquer procedimento é sempre individual, definida após a avaliação.