Se você está se preparando para uma cirurgia plástica — especialmente um facelift — existe um fator que pode comprometer completamente o seu resultado: o uso de cigarro ou vape (cigarro eletrônico).
Mesmo em pequenas quantidades, a nicotina e as substâncias presentes no cigarro e no vape têm impacto direto na circulação sanguínea, na oxigenação dos tecidos e na capacidade de cicatrização da pele — pilares fundamentais para qualquer cirurgia plástica, especialmente nas cirurgias faciais.
Por isso, é importante deixar claro desde o início:
não se trata apenas de uma recomendação — a suspensão do cigarro e do vape faz parte do tratamento. Ignorar esse fator pode significar não apenas um resultado inferior, mas também um aumento real no risco de complicações.
ÍNDICE
- Quem é a Dra Rafaela R. Marques?
- Depoimentos de pacientes
- Por que o cigarro e o vape interferem na cirurgia plástica?
- E no Facelift o risco é ainda maior
- Cigarro prejudica o resultado estético mesmo quando “dá tudo certo”
- E o vape? Também precisa suspender?
- Quanto tempo antes da cirurgia é necessário parar de fumar?
- O que pode acontecer se você não parar?
- Conclusão: parar de fumar faz parte da cirurgia
Quem é a Dra Rafaela R. Marques?
A Dra. Rafaela R. Marques é médica especialista em cirurgia plástica da face, com ampla experiência em procedimentos cirúrgicos para face e tecnologias minimamente invasivas para face e corpo.
Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, uma das instituições mais renomadas do país, Dra. Rafaela também é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Dra Rafaela R. Marques
Cirurgiã Plástica Especialista em Procedimentos Cirúrgicos e Minimamente Invasivos da Face
CRM/SP 176527 | RQE 104011
- Membro Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica SBCP
- Residência Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto HCRP USP
- Especialista Inscrita no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo CREMESP
- Médica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP
Atende atualmente em clínica localizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, oferecendo um atendimento personalizado e cuidadoso desde a primeira consulta até o pós-operatório. Com mais de 120 avaliações 5 estrelas no Doctoralia, seu trabalho é reconhecido pelo profissionalismo, atenção aos detalhes e resultados naturais que respeitam a identidade de cada paciente.
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Depoimentos de pacientes






Por que o cigarro e o vape interferem na cirurgia plástica?
O impacto do cigarro — e também do vape — na cirurgia plástica vai muito além de um hábito de vida. Trata-se de uma interferência direta em mecanismos essenciais para a segurança e o resultado do procedimento.
O principal responsável por esse efeito é a nicotina, presente tanto no cigarro tradicional quanto na maioria dos dispositivos eletrônicos. Além dela, há uma combinação de substâncias tóxicas que atuam de forma sinérgica no organismo.
Do ponto de vista fisiológico, essas substâncias provocam:
- Vasoconstrição intensa e sustentada
A nicotina reduz o calibre dos vasos sanguíneos, limitando a chegada de sangue aos tecidos — exatamente o oposto do que o organismo precisa no pós-operatório. - Comprometimento da microcirculação cutânea
Mesmo em vasos de pequeno calibre (fundamentais na pele), há redução do fluxo, prejudicando a nutrição tecidual. - Redução da oxigenação (hipóxia tecidual)
A presença de monóxido de carbono diminui a capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue, agravando ainda mais o cenário. - Prejuízo na função dos fibroblastos
Células essenciais para a produção de colágeno tornam-se menos eficientes, impactando diretamente a qualidade da cicatrização. - Aumento do estresse oxidativo e inflamação
Há maior degradação de colágeno e elastina, além de um ambiente inflamatório menos controlado. - Alteração da resposta imunológica local
O organismo torna-se menos eficiente na defesa contra infecções.

Na prática, isso cria um cenário desfavorável para qualquer cirurgia — mas especialmente crítico em procedimentos como o facelift, que dependem de uma perfusão adequada após o descolamento dos tecidos. O resultado é um tecido mais vulnerável, com menor capacidade de cicatrizar, maior risco de complicações e menor previsibilidade do resultado final.
Em outras palavras:
o tabagismo interfere diretamente nos pilares biológicos que sustentam uma cirurgia plástica segura e bem-sucedida.
E no Facelift o risco é ainda maior
Cirurgias como o lifting facial e o lifting de pescoço envolvem etapas críticas como descolamento cutâneo, liberação de ligamentos e reposicionamento dos tecidos em planos mais profundos.
Durante esse processo, a pele passa a depender quase exclusivamente da microcirculação residual — uma rede vascular mais delicada, responsável por manter a viabilidade dos retalhos após o reposicionamento.
Em condições ideais, essa perfusão é suficiente para garantir uma cicatrização segura e previsível. No entanto, na presença de nicotina, ocorre um efeito direto e relevante:
vasoconstrição + redução do fluxo sanguíneo + diminuição da oxigenação tecidual
Isso compromete a capacidade do tecido de se adaptar ao novo posicionamento.
O resultado é um aumento significativo do risco de:
- Necrose de pele
Principal complicação associada ao tabagismo, decorrente de perfusão inadequada dos retalhos - Sofrimento cutâneo (ischemia tecidual)
Áreas com vascularização limítrofe tornam-se vulneráveis, com evolução imprevisível - Cicatrizes de pior qualidade
Incluindo alargamento, hiperpigmentação ou irregularidades - Irregularidades de contorno
Decorrentes de cicatrização inadequada ou comprometimento parcial dos tecidos - Comprometimento do resultado estético global
Com perda de definição e menor refinamento do rejuvenescimento

Esse risco é particularmente relevante em regiões onde a vascularização já é mais delicada — especialmente na área pré e retroauricular, frequentemente envolvida nos acessos do facelift e do necklift. Do ponto de vista técnico, isso significa que:
o sucesso da cirurgia não depende apenas da execução do procedimento, mas da capacidade do tecido de sobreviver e cicatrizar adequadamente após o descolamento.
E é exatamente nesse ponto que o cigarro e o vape exercem seu maior impacto.
Cigarro prejudica o resultado estético mesmo quando “dá tudo certo”
Um ponto que merece atenção — e que muitas vezes não é valorizado pelo paciente — é que o impacto do cigarro e do vape não se limita às complicações evidentes.
Mesmo quando o pós-operatório evolui sem intercorrências maiores, o tabagismo pode comprometer de forma silenciosa a qualidade do resultado.
Na prática, isso se traduz em:
- Cicatrização menos eficiente e menos previsível
A pele pode não responder da mesma forma ao reposicionamento cirúrgico, resultando em uma integração tecidual inferior. - Alteração da qualidade da pele
A redução da oxigenação e o aumento do estresse oxidativo levam a uma pele mais opaca, menos viçosa e com pior textura. - Menor durabilidade do resultado
A degradação acelerada do colágeno e da elastina faz com que os efeitos do lifting se percam mais precocemente. - Resultado estético menos refinado
Pode haver perda de naturalidade, menor definição dos contornos e um aspecto global menos harmonioso.
Do ponto de vista técnico, o tabagismo interfere diretamente na qualidade dos tecidos — e isso impacta não apenas a cicatrização, mas a capacidade de manter o resultado ao longo do tempo.
Em outras palavras:
mesmo quando “dá certo”, o resultado tende a ser inferior ao que seria possível em um organismo sem exposição à nicotina.
E isso é especialmente relevante em cirurgias como o facelift e o necklift, onde buscamos resultados naturais, duradouros e com alta qualidade de pele.
E o vape? Também precisa suspender?
Sim — e esse é um ponto que muitos pacientes subestimam.
O vape também contém nicotina, que é justamente a principal responsável por:
- reduzir a circulação
- prejudicar a cicatrização
- aumentar o risco de complicações
Além disso, os cigarros eletrônicos expõem o organismo a diversos compostos químicos e ainda têm efeitos de longo prazo não totalmente conhecidos

trocar cigarro por vape NÃO resolve o problema no pré-operatório
Quanto tempo antes da cirurgia é necessário parar de fumar?
A recomendação mais segura é:
- mínimo de 30 dias antes da cirurgia
- ideal: 30 a 45 dias antes
Isso permite:
- melhora da circulação
- recuperação parcial da oxigenação dos tecidos
- melhor resposta do organismo ao trauma cirúrgico
Importante:
Parar apenas alguns dias antes não é suficiente.
E mais: o ideal é manter a suspensão também no pós-operatório (pelo menos 30 dias).
O que pode acontecer se você não parar?
Do ponto de vista médico, a manutenção do tabagismo no período pré-operatório não é um detalhe — é um fator de risco relevante, diretamente associado ao aumento de complicações.
A nicotina compromete a microcirculação e reduz a oxigenação dos tecidos, criando um ambiente desfavorável para a cicatrização. Em cirurgias faciais, isso tem um impacto ainda mais significativo.
Entre as principais complicações, destacam-se:
- Necrose de pele (sofrimento ou perda tecidual)
Considerada uma das complicações mais temidas, ocorre quando a pele não recebe irrigação sanguínea suficiente após o descolamento. Pode exigir curativos prolongados, revisões cirúrgicas e, em alguns casos, deixar sequelas estéticas. - Infecção
A resposta imunológica local é prejudicada, aumentando o risco de infecção e prolongando o processo de recuperação. - Deiscência de suturas (abertura de pontos)
A cicatrização inadequada pode levar à abertura parcial ou total da ferida cirúrgica. - Cicatrizes de pior qualidade
Incluindo cicatrizes alargadas, escurecidas ou irregulares, especialmente em áreas de tensão. - Comprometimento do resultado estético
Assimetrias, irregularidades de contorno e perda da naturalidade do resultado podem ocorrer mesmo na ausência de complicações graves. - Necessidade de reintervenções
Procedimentos adicionais podem ser necessários para correção de complicações ou melhora do resultado.
Em cenários de maior risco, especialmente em pacientes fumantes ativos, a cirurgia pode ser adiada ou até contraindicada, priorizando sempre a segurançança.

Conclusão: parar de fumar faz parte da cirurgia
Mais do que um detalhe, a suspensão do cigarro (e do vape) é parte essencial do planejamento cirúrgico.
Não se trata apenas de “operar” —
mas de operar com segurança e alcançar o melhor resultado possível.
Se você está considerando realizar um facelift ou necklift em Ribeirão Preto, o primeiro passo é uma avaliação individualizada.
Cada paciente tem um planejamento específico — e isso inclui orientar corretamente o pré e o pós-operatório para garantir um resultado seguro e natural.
Quer saber mais sobre os procedimentos realizados pela Dra Rafaela R. Marques? Acesse os posts abaixo para saber maiores detalhes sobre os procedimentos.
