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Dra. Rafaela R. Marques

A frontoplastia com avanço da linha capilar é uma cirurgia plástica que tem como objetivo reduzir a altura da testa, reposicionando o couro cabeludo para uma posição mais baixa e harmônica. Trata-se de um procedimento seguro, com alto grau de satisfação, especialmente em pacientes que se incomodam com uma testa naturalmente alta ou alongada.

Apesar dos excelentes resultados estéticos, uma das dúvidas mais frequentes entre as pacientes diz respeito à queda de cabelo no pós-operatório. Essa preocupação é legítima e deve ser abordada de forma clara, baseada em evidências científicas.

Estima-se que cerca de 70% das pacientes submetidas à frontoplastia apresentem algum grau de queda de cabelo após a cirurgia. Na grande maioria dos casos, trata-se de um fenômeno temporário e reversível, que faz parte do processo de recuperação do couro cabeludo.

Dra. Rafaela R. Marques é médica especialista em cirurgia plástica da face, com ampla experiência em procedimentos cirúrgicos para face e tecnologias minimamente invasivas para face e corpo.

Formada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, uma das instituições mais renomadas do país, Dra. Rafaela também é membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Atende atualmente em clínica localizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, oferecendo um atendimento personalizado e cuidadoso desde a primeira consulta até o pós-operatório. Com mais de 120 avaliações 5 estrelas no Doctoralia, seu trabalho é reconhecido pelo profissionalismo, atenção aos detalhes e resultados naturais que respeitam a identidade de cada paciente.

Conheça mais sobre a Dra Rafaela aqui.

A queda de cabelo após a frontoplastia está relacionada principalmente ao trauma cirúrgico e ao estresse fisiológicocausado pelo procedimento.

Durante a cirurgia, o couro cabeludo é cuidadosamente descolado, tracionado e reposicionado. Mesmo com técnicas modernas e delicadas, esse processo gera uma resposta inflamatória local e altera temporariamente o funcionamento dos folículos pilosos.

Como consequência, alguns fios interrompem seu ciclo normal de crescimento e entram precocemente em fases de queda. Esse processo pode ocorrer de duas formas principais, conhecidas como eflúvio anágeno (por tração) e eflúvio telógeno.

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frontoplastia 
queda de cabelo
A queda de cabelo costuma gerar muita ansiedade as pacientes durante pós operatório. Compreender o processo é fundamental.

O eflúvio anágeno ou queda por tração é o primeiro tipo de queda observado após a frontoplastia.

Ele ocorre porque os folículos pilosos que estavam em fase de crescimento ativo (fase anágena) sofrem um impacto direto durante a cirurgia. A tração do couro cabeludo, o uso de anestésicos com vasoconstritores e o próprio trauma cirúrgico podem levar à interrupção abrupta do crescimento do fio.

Esse tipo de queda costuma surgir nas primeiras semanas após a cirurgia, geralmente entre a segunda e a quarta semana de pós-operatório.

A paciente percebe afinamento dos fios e queda mais acentuada principalmente ao longo da linha da incisão e nas regiões frontais e temporais.

Apesar do impacto inicial, o eflúvio anágeno tem evolução favorável. Como o folículo não é destruído, apenas sofre uma interrupção temporária, o crescimento capilar costuma ser retomado espontaneamente. Na maioria dos casos, os fios começam a crescer novamente dentro de 2 a 3 meses, com recuperação progressiva da densidade capilar.

O segundo fenômeno observado após a frontoplastia é o eflúvio telógeno ou queda por estresse cirúrgico.

Diferentemente do eflúvio anágeno, esse tipo de queda não ocorre imediatamente. Ele está relacionado ao estresse metabólico e fisiológico causado pela cirurgia.

Após um evento estressante para o organismo, como um procedimento cirúrgico, quadros virais, gestação, internações prolongadas, uma parcela dos folículos entra precocemente na fase telógena, que é a fase de repouso do ciclo capilar.

Como consequência, a paciente nota um aumento do volume de queda de cabelo, com fios caindo ao lavar ou pentear os cabelos, geralmente entre 4 e 8 semanas após a cirurgia.

Assim como o eflúvio anágeno, o eflúvio telógeno é um quadro transitório, uma vez que os folículos capilares estão preservados. A recuperação ocorre de forma espontânea, com retorno gradual do crescimento capilar ao longo dos meses seguintes.

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queda de cabelo
Neste período, a cicatriz pode ser tornar mais visível, devido a queda capilar na região anterior

Pacientes que já apresentam algum grau de queda capilar antes da cirurgia merecem atenção especial.

Mulheres com histórico de eflúvio telógeno crônico, afinamento difuso ou predisposição genética à alopecia podem experimentar uma queda mais intensa ou prolongada após a frontoplastia. Nesses casos, a cirurgia não é a causa primária da queda, mas pode atuar como um fator desencadeante ou agravante temporário.

Por isso, a avaliação pré-operatória do couro cabeludo é fundamental, permitindo orientar a paciente de forma realista e individualizada. Nestes casos, muitas vezes, tratamentos específicos são associados para estabilização do processo de queda.

  • É esperado que a paciente apresente queda de cabelo temporária, com aumento da queda de fios.
  • É esperado que essa queda ocorra em fases diferentes ao longo dos primeiros meses.
  • O crescimento espontâneo dos fios é a regra, desde que o folículo piloso esteja íntegro.
  • A queda pode ser mais importante na região anterior e temporal, mas costuma ser predominantemente difusa em todo couro cabeludo
  • Não é esperado que a paciente apresente queda capilar permanente.
  • Não é esperado que haja destruição definitiva dos folículos pilosos quando a cirurgia é realizada com técnica adequada.
  • Também não é esperado que a linha capilar continue recuando de forma progressiva após a recuperação completa.
  • Ausência de repilação após 9 a 12 meses, áreas de falha persistente ou piora progressiva da densidade capilar devem ser investigadas.
  • Surgimento de áreas de falhas perceptíveis e concentradas

Nesses casos, é fundamental procurar avaliação médica especializada para descartar outras causas de alopecia ou complicações relacionadas. Exames laboratoriais, como dosagem de vitaminas e minerais, podem ser solicitados, para direcionar um tratamento mais específico.

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queda de cabelo
Apesar da queda capilar ser esperada, é muito importante o acompanhamento profissional da sua evolução

A queda de cabelo após a frontoplastia com avanço da linha capilar é comum, previsível e, na maioria dos casos, temporária. Compreender os mecanismos envolvidos ajuda a reduzir a ansiedade e permite que a paciente atravesse o pós-operatório com mais segurança.

Tratamentos específicos para a saúde capilar podem ser introduzidos no pós operatório, conforme a necessidade evolução observados, de forma individualizada, garantindo tranquilidade a paciente e retorno a normalidade.

Quando bem indicada, bem executada e acompanhada de orientações adequadas, a frontoplastia oferece resultados estéticos consistentes, com recuperação capilar satisfatória ao longo dos meses seguintes.

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queda de cabelo
O acompanhamento com profissional capacitado é fundamental para a evolução adequada no pós operatório

Quer saber mais sobre os procedimentos realizados pela Dra Rafaela R. Marques? Acesse os posts abaixo para saber maiores detalhes sobre os procedimentos.